Hoje encontrei um amigo meu a sair do mesmo comboio onde vinha, e quando fui ter com ele vi que tinha na mão o livro que lhe emprestei. Como executo ideias parvas mais rápidas que as normais - e como também trazia um livro - disse-lhe "ohhh yeeeeah, bora dar um hi5 de livros!". Por isso, se viram hoje duas pessoas a dizerem muito alto "YEEEAHH" enquanto batiam com os respectivos livros um no outro, não é caso para olharem com desconfiança. Fora estas cenas somos pessoas normais.
10 points to Gryffindor
Hoje alguém me perguntou que filmes do Harry Potter, uma pessoa que nunca viu nenhum, devia ver. Resisti ao impulso de responder logo "NENHUM, deviam ler os livros primeiro" ou "TODOS, são todos importantes e é a melhor série de filmes de sempre" e disse que a Pedra Filosofal era o clássico mas que para mim o mais interessante foi o Prisioneiro de Azkaban. Ao que a mesma pessoa respondeu que não, era só preciso ver o segundo, o quinto, o sexto e o último para perceber a parte dos Horcruxes, que é o mais importante.
What? Então e toda a história da amizade entre o Ron, a Hermione e o Harry? E as equipas, Hogwarts, e até Privet Drive? E o exército de Dumbledore e todas as lutas contra quem defendia o "sangue puro" e a soberania sobre os Muggles? E o Snape e o maior plot twist de sempre? I isto é só o que me lembro por alto. Mas não, o que importa é saber como é que o Voldemort ficou imortal e como se acaba de vez com ele. Fora isso não há nada de importante a reter.
if you don't have anything nice to say, don't say anything at all
Durante muito tempo - estando na casa dos 20 e pouco, posso considerar que foi durante metade desta vida - todas as minhas relações de amizade tratavam-se de me adaptar aos outros. De ser bem educada, preocupada com quem está à minha volta, de tentar agradar a toda a gente, ou pelo menos não desagradar a ninguém. E a conclusão a que cheguei há uns anos - por muito cliché que seja, é a verdade - de tanto querer ser amiga de toda a gente, acabei por me deixar ficar mal. Calei-me muitas vezes quando me devia ter defendido, pedi desculpa mesmo quando não tinha causado a ofensa e fiquei com quem não merecia ser meu amigo.
Não acho que isso fez com que ficasse revoltada com a vida ou com quem já passou, fez sim envergonhar-me por me ter feito tão pequena e tão volátil. E essa vergonha fez-me tomar alguma consciência e mudar para que não voltasse a acontecer. Uma das coisas que mudei foi a minha atitude em relação a pessoas que são desagradáveis ou tentam fazer uma piada à minha custa: é agora bastante provável que levem que contar também. E onde me acontece mais isto é quando tentam saber da minha vida até aos limites da exaustão, porque sei que todas as perguntas que fazem "então já acabaste o curso?" ou "como é que te estás a dar no trabalho?" são apenas para recolha de dados e não por gostarem de alguém e quererem o melhor para ela. Se calhar devia andar com uma campainha que pudesse tocar quando acho que já se estão a esticar, mas acho que para algumas pessoas muito insistentes, nem isso era suficiente.
Continuo a achar que não estava completamente errada e que não é preciso ser-se "respondona" para pôr as pessoas na ordem. Mas também gostava de saber o que vai na cabeça de certa gente, será que não se preocupam com o que a outra pessoa vai pensar ou qual vai ser a sua reacção? Se o que lhes dizem as faz ficarem tristes, zangadas, virar costas ou responder torto? E não me venham com a conversa do "sou uma pessoa muito directa, digo logo tudo o que penso", porque se alguém respondesse de forma igualmente "muito directa", aposto que já era uma exagerada e mal educada.
ain't nobody got time for that #1
"Desafios" para os quais não tenho tempo mesmo quando tenho montes de tempo livre:
1. banho público;
2. fotografia em criança;
3. a selfie #nomakeup e #noeffets.
... e tenho ainda menos tempo para nomear outras pessoas para fazer isso.
como é que se diz ADOROO O IKEA! em sueco?
Hoje foi dia de ir ao IKEA, não que precisasse de alguma coisa em especial, mas há sempre desculpas que arranjo a mim própria como "já não tenho velas" ou "preciso de um candeeiro, vamos ver se existe lá". Mas ao contrário das pessoas normais que costumam comprar algo útil como mobiliário e afins (o que é o objectivo), o mais comum para mim é sair de lá com as coisas mais random de sempre. Hoje não foi excepção: uma moldura, (mais) velas, um copo, um frasco e... palhinhas. Bem, tenho desculpa se disser que não se encontram palhinhas largas e compridas muito facilmente ou continua a ser parvo?
Para não falar do meu lado creepy no que diz respeito a velas: cheirar todas e mais algumas enquanto descrevo o que isso me faz lembrar: "esta cheira a inverno", "cheira a maçã daquela que costumamos pôr na massa" ou "humm, gelado de baunilha com canela".
Mais uma coisa, podiam passar só músicas dos ABBA o dia inteiro? Olhem, eu gostava. Durante o tempo que lá estive só ouvi a "say i dooo, i do, i do, i do, ido, idoooo" e só me lembrava do Pierce Brosnen a assassiná-la cantá-la no Mama Mia.
Se eu crescesse mais um centímetro sempre que...
...me esqueço/perco/não sei onde deixei alguma coisa deixaria de ser um pigmeu. E também entraria para o livro do Guiness.
"não faz o meu estilo" #1
Quando alguém me diz "olha a camisola que comprei, é tão gira, o que achas?" e eu penso que é a coisa mais horrível, feia e nunca-na-minha-vida-vestia-isso de sempre, para não ferir subjetividades (e porque se fosse comigo também gostava que fossem "simpáticos") respondo um bocado à snob "não faz o meu estilo".
Assim, para inaugurar esta espécie de rubrica com o título mais parvo de sempre, aqui vai o meu primeiro ódio de estimação dos últimos tempos: este género de sandálias de borracha com sola branca. Ugh. Não consigo gostar, nem achar que se "estranha e depois entranha", não dá.
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