Ruben L. Oppenheimer
what's right or wrong
It's not too late, no, we're gonna make it, yeah*
Venho aqui dar o meu apoio a todas as pessoas que
não estudaram o que planearam/deviam/queriam durante as férias do Natal e assim
começam Janeiro a desejar ter um vira-tempo para que pudessem rebobinar até ao
primeiro dia de férias. Venho dizer-vos que não estão sozinhas neste momento, e se existisse um grupo de apoio, eu também lá estaria para dar o meu
testemunho. Vamos prometer que não volta a acontecer, rezar ao Deuses dos
resumos, da sabedoria imensa, prometer sacrificar cadernos ou canetas em prol
dos bons resultados, o que for preciso para compensar as horas de procrastinação.
Vai correr tudo bem, e agora é que vai ser! A quem, para além dos exames e
trabalhos, ainda tem mais uma ou duas semanas de aulas em Janeiro, deviam ser distribuídos
sacos de gomas pela vossa coragem. Prometo que isso vai para a frente se um dia conhecer alguém que
possa implementar essa medida, ou se eventualmente chegar a
ministra.
Boa sorte e boa
época de exames!
*desculpem
por o título ser uma frase de uma música fatela do Damien Marley, mas quando
preciso MESMO de estudar estas coisas aparecem-me na cabeça em repeat. A
alternativa seria "É só isso / Não tem mais
jeito / Acabou, boa sortji"
e isso não me pareceu tão inspiring.
ain't nobody got time for that #4
Pensei que a moda dos eventos do fb já tinha passado. Mas eis que, quando menos se espera, algo parvo volta de novo em toda a sua força. Alguns ainda têm piada, como "Aulas para aprender Baleiês com a Dory" ou "Procissão de Velas para salvar o 1º Semestre" mas outros, meuuu deus. Ainda à bocado, deparei-me com um que era do mais estúpido possível: "Angariação de fundos para ajudar o Bin Laden a pagar os estragos dos aviões". Sim, porque isso é um daqueles assuntos que toda a gente faz piadas, porque teve tanta graça.
E aquele amigo do fb que adere não só a um, mas a vários, numa média de 3 a cada segundo. E não contente com o que faz com o tempo que tem a mais, ainda convida os seus amigos a aderirem a eventos assim, super giros que ele próprio criou "bue engraçado ta'javer". Não, estes merecem um grande unfriend. Não sei se existe algum evento para "encontrar o parafuso que me saltou da cabeça" ou "manifesto para deixar de ser parvo", mas esses sim, eram de valor.
pintar com trincha
Já aqui falei dos meus desastres com eyeliner e maquilhagem
em geral. So, here's another one. Pintar as unhas sem parecer que o pincel que
usei foi uma trincha de parede. Não consigo, a sério. E não é só na mão
esquerda que pinto não só a unha, como toda a pele na fronteira. É daqueles
casos que nem a desculpa de ser destra posso usar. Enfim, em miúda devo ter
faltado às aulas da pré-primária onde se aprendia a pintar sem sair do risco,
de certeza.
Life of Pi (2012)
I suppose in the end, the whole of life becomes an act of letting go,
but what always hurts the most is not taking a moment to say goodbye.
não-resoluções para o próximo ano
Eu gostava de ser mais saudável, queria correr ou
a fazer exercício
todos os dias, também gostava de não perder tempo a navegar na internet nem a ver junk tv. Mas vou ser
realista, gostava de muita coisa que provavelmente não vai acontecer apenas
porque se troca de calendário. Por isso, para 2015 não há resoluções de ano
novo, mas sim os mesmos objectivos que já existiam antes. No entanto, vi um
desafio literário há uns dias no 9gag, e embora não deva cumpri-lo na
totalidade durante o próximo ano, achei que era giro pensar em livros que se adequassem aos temas e ir
lendo à medida que possa. Se alguém fizer o mesmo, please let me know. O meu
progresso vai estar no separador lá em cima.
adeus 2014
Um amigo chateou-se comigo porque estava chateado com a vida. Andei chateada
uns quantos dias porque se há coisa que me chateia é não saber porque raio
estão chateados comigo. Fui jantar com a minha turma de 9º ano. Não fiz as
"pazes" com uma pessoa que lá estava, porque sinceramente nunca vi um
pedido de desculpas tão lame. Fiz tudo o que pude para ajudar o meu irmão a
entrar na faculdade. Assisti às provas de aptidão e fiquei muito, mas mesmo
muito orgulhosa dele por ter sido dos melhores. Entornei um café inteiro para
cima ao abraça-lo por ter entrado onde queria. Apoiei-o quando, pouco tempo
depois, mudou de curso porque afinal não era o que pensava. Fiz planos para as
férias e saíram ao lado. Não aproveitei esse tempo como queria. Comprei mais
livros este ano que em todos os anos da minha existência. Descobri que uma das
coisas que me fazem feliz é encontrar um livro que queria ler, ou que já tenha
lido mas que gostava de ter, perdido numa feira ou num alfarrabista qualquer.
Passei a ir para Lisboa sozinha. Ainda assim, nada mudou. A vida da pessoa de
quem mais gosto ficou melhor e eu fiquei feliz por isso. Chateei-me com a minha
mãe de forma irremediável em alguns aspectos. Cada vez tive mais a certeza que
conheci na faculdade duas pessoas que quero comigo para sempre. Apesar de
faltar tão pouco, tem custado arranjar motivação para manter a média e acabar o
curso. Tornei-me independente de certa maneira. Chorei por tudo e por nada.
Ainda não foi desta que fui a Londres.
Este ano passou devagar. Não classifico como um ano mau apesar de parecer
que andei chateada com meio mundo. E talvez tenha andado mesmo. Vou tentar ser
mais calminha para o ano, beber uns chás ou assim, e não dar tanta importância.
Prometo também tentar aproveitar melhor o próximo ano, a sério que sim. E
começar a escrever as coisas boas, porque nisto dos balanços tenho sempre tendência
para me lembrar das coisas que mais me custaram, e isso nem sempre é pela
positiva. Venha 2015, o ano em que é suposto acontecerem grandes mudanças. Pelo
menos para mim.
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