agricultura

Bem, já recebi as respostas de ambos os professores. O professor de programação viu nossa proposta de projecto e disse que era bom mostrarmos iniciativa, mas infelizmente não pode orientar o nosso projecto pois já está a coordenar outros (cries inside). Fiquei contente por um professor com quem não falo desde que me deu programação (sem ser aqueles acenos amigáveis quando passa por nós) nos ter respondido tão prontamente e ainda nos ter oferecido ajuda, mesmo não pudendo ser o coordenador.

Em oposição, os outros dois professores a quem enviámos a proposta (e sim, o objectivo é serem os dois a coordenar) responderam hoje, e foi a coisa mais random de sempre. Imaginem que, no nosso projecto, queríamos fazer uma plantação de batatas. E para isso iríamos utilizar uma enxada como ferramenta. Eventualmente se tivessemos tempo, utilizaríamos também um ancinho (que não é necessário, era só para aperfeiçoar). Neste modelo exemplificativo, a resposta dos professores foi, mas olhem, sabem que já existem cenouras a serem plantadas com um ancinho...? Mas passem pela minha horta amanhã para falarmos melhor.

Alguém percebeu a ligação? Exacto, nós também não. Amanhã lá iremos passar pelo gabinete dos bacanos para ver começamos a falar dos mesmos tubérculos.

às vezes era bom


Não preciso que me dêem pancadinhas nas costas por tudo e por nada, mas bem, às vezes até era bom sentir que se orgulham de mim e me apoiam. O que acontece na maior parte das vezes - e que sempre foi assim, o já não me deveria espantar - é dizer "consegui isto", "tive esta nota" ou "quero ir a este lugar", e a reacção ser "ah bom, é a tua obrigação" ou "vais com o teu dinheiro". Obrigado, eu sei que sim, mas podiam ficar felizes por mim. Com o passar dos anos deixei de dizer o que quer que seja sobre o que consigo ou não consigo, pois a reacção nunca é aquela que espero: se corre bem, good for you, se corre mal, nem uma palavra de consolo ou motivação. Pelo contrário.

Há quem me diga que isso faz de mim uma pessoa mais forte porque parecendo que não, é sempre um murro no estômago. Só concordo com a última parte. E por não gostar da sensação, tento não fazer o mesmo a outra pessoa, embora por vezes caia no mesmo erro de desvalorizar aquilo que as pessoas que me rodeiam conquistam. Pode não ser grande um grande feito para mim, mas não vou deixar de dizer uma palavra de incentivo só porque a meu ver poderia ser melhor. Da mesma maneira não vou bater palminhas por todos os feitos que se fazem. Apoio sim, na medida certa. Nenhum apoio de todo é que não.

fingers crossed

Este é o último semestre e uma das cadeiras consiste em fazer um projecto. Um projecto. MEUUU. Finalmente a chega a cadeira freestyle onde posso dar forma às ideias (algumas delas um bocado estúpidas) que fui tendo ao longo destes anos. Existem projectos sugeridos por professores, mas nada me apela verdadeiramente, ainda que não sejam maus de todo. Não vou fazer projecto sozinha: mostrei a minha ideia a um colega que parece ter gostado, e por isso vamos com isso para a frente. Por um lado ainda bem que é assim, duas cabeças são sempre melhores que uma. No entanto vamos ver como corre. 

Hoje o foi dia de enviar emails com a proposta. Mandei três emails: ao professor que me ensinou programação, a um professor com quem nunca tive nenhuma cadeira mas com o qual já esclareci dúvidas e é bastante acessível e a outro, que odiei a primeira vez fui às suas aulas, mas que com o tempo revelou ser alguém que percebe o que está a fazer. Podem aceitar os três, pode não aceitar nenhum porque a) o primeiro não dá aulas ao meu curso e tem até algum pó ao mesmo, b) os outros dois sugeriram as suas próprias ideias de projecto, por isso podem não querer ou ter tempo para coordenarem também o nosso. Se nenhum aceitar escolho outro coordenador (nããão) ou desisto do projecto e faço um dos sugeridos. Se aceitarem os três também temos uma espécie de problema. A minha primeira escolha era o professor de programação, mas os outros dois também seriam bons coordenadores. Enfim, tenho que esperar.

mandar foguetes antes da festa

É uma expressão que oiço desde pequena. Talvez porque sempre fui, tipicamente, a pessoa que fica muito contente por uma coisa que não tem a certeza que vá acontecer. E quando isso acontecia havia sempre alguém a refrear-me o entusiasmo com esta expressão ou algo do género. Bem sei que, quando estou nesse estado esfuziante e infinitamente feliz de entusiamo com alguma coisa, começo a ver apenas prós em todo o lado e a pensar "bora, é isto, vamos já", quando na verdade é preciso mais calma e imparcialidade para decidir. Mas ao principio não consigo ser de outra forma, mesmo que signifique ficar desiludida quando o que o que quero não se concretiza. Tudo isto para dizer que decidi ir a Londres este ano. Se disser que é o lugar que mais quero visitar desde sempre podem chamar-me cliché ambulante porque é verdade. Mas também é verdade que já ando a pensar na viagem desde há cerca de um ano e meio. Ainda sem sucesso. Acontece planear mais ou menos ir em determinada altura, "lançar imensos foguetes" - isto é, ver estadias, voos, planear roteiros – para depois pensar, por variadíssimas razões que é melhor não, ainda não é altura. 

No entanto ontem tive uma espécie de epifania. Se não for este verão, quando posso ir? Desde que entrei para a faculdade só me lembro de haver um verão em que estive realmente de férias. Todos os outros foram passados a acabar trabalhos, adiantar trabalhos para o semestre seguinte, e até a preparar discussões. O período de tempo entre o 1º e 2º semestre também é mentira: passados igualmente em discussões e melhorias, de tal forma incerto se vou ter uma semana ou umas horas de intervalo entre os mesmos semestres, o que tornava impossível qualquer planeamento. Este verão vai marcar o fim de um ciclo de estudos, como um outro marcou o fim do secundário. E só quero aproveitar aquela sensação de não ter nada para fazer, de não ter que pensar no próximo semestre ou neste caso, no que me espera em setembro.

Portanto, e ainda sem nenhuma certeza, acho que vou a Londres este ano. Veremos se consigo. 

youtube finds #1 | CloudyApples

Não sei bem desde quando (lembro-me que há cerca de dois anos ligava zero a isto e só seguia esporadicamente um outro canal) mas uma das coisas que mais gosto de fazer é ver vídeos no Youtube. Sigo maioritariamente beauty bloggers, mas vejo também canais sobre outro tipo de coisas como receitas, livros, ou até conteúdo que é apenas meloso. Contudo, tendo perdido a paciência para ver vídeos sobre mil e quinhentas hauls e tags e tretas e produtos que toooda a gente se lembrou de adorar ao mesmo tempo, fiz uma selecção de youtubers que primam pela diferença: seja pelos conteúdos originais, edição de video on point, ou apenas porque gosto da personalidade da pessoa. Mantive a subscrição dos canais que ficaram nessa lista (agora bem mais reduzida) e reparo que cada vez mais é raro aparecer algum canal novo que me prenda a atenção. Isto até ontem, onde me cruzei com um vídeo da CloudyApples.

The Schindler's List (1993)


It's Hebrew, it's from the Talmud. It says, "Whoever saves one life, saves the world entire." 

(ver o Liam Neeson nos Óscares lembrou-me de um dos meus filmes preferidos de sempre. É raro ouvir esta música sem acompanhar com a desculpa do "não, não estou a choramingar, foi só uma coisa que me entrou para o olho")

sim, era eu

Se viram esta semana uma maluquinha à frente de uma livraria com um livro na mão a dar saltinhos histéricos e a dizer "encontrei, encontrei, encontreeeii", não se apoquentem que fora estes ataques costumo ser uma pessoa normal. Ah, não me julguem também, porque o motivo é bom: encontrei um livro em segunda mão que já queria ler há muito tempo. E fico contente com estas coisas porque a) LIVROOOSSS b) livros a um bom preço c) livros que provavelmente têm uma dedicatória com a qual me vou rir imenso (ou ficar triste porque damn, como é que um livro dado por uma pessoa que se deu ao trabalho de escrever uma dedicatória assim está aqui?). 

Para além de encontrar um dos que mais queria ler (Não Matem a Cotovia) ainda havia uma espécie de desconto em que quantos mais livros se trouxesse, mais barato ficava individualmente. Ou seja, desculpas para trazer mais livros. Contudo, fui uma boa leitora (e não trouxe todos os livros bons, deixei alguns para os outros) e a contagem final foi de cinco livros, sendo que dois deles nunca lhes vou pegar pois são livros sobre carros (boriiing) e os outros três são: As Brumas de Avalon, O diário Secreto de Adrien Mole aos 13 anos e 3/4 e o Não Matem a Cotovia. A vontade era começar a ler tudo ao mesmo tempo, mas por agora estou a acabar o 1984. Só falta encontrar o Catcher in the Rye para completar a lista dos livros que mais queria ter por agora.