Mostrar mensagens com a etiqueta society. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta society. Mostrar todas as mensagens

note to myself

Aquela pessoa que sempre competiu com vocês não deixa de o fazer só porque agora estão mais próximos. Não, essa pessoa pode ter mudado em muitas coisas, mas é quase impossível mudar algo que provavelmente faz de maneira inconsciente. Seja um colega de faculdade com quem não se entenderam ao início e que passava o tempo a comparar médias convosco (mas com quem agora até se dão bem) ou aquela amiga de infância com quem houve uma competição silenciosa pelas roupas, notas, namorados (que com o tempo parece ter desaparecido, do género "era parvo, crescemos e esquecemos isso"). Até com aquele familiar que vos liga para saber novidades, e do outro lado se vai ouvindo a sua voz a subir uma oitava (seguida de um prolongamento exagerado de cada palavra) "ohhhh, a sério! Queee booom". Não, isso é um sinal de que as coisas não mudaram. No fundo essa competição continua.

Vai sempre haver alguém, por muito bem que estejamos com ela, que não fica feliz por nós e nem nossas conquistas, e vai tentar desvalorizar os nossos feitos, sobrepondo os seus. Do género "eu também conseguiria se quisesse", "só faz isto porque teve sorte” ou “eu também cheguei lá mas era mais difícil no meu tempo". Essa pessoa, mesmo inconscientemente, vai tentar colocar-vos no caminho mais difícil e não necessariamente melhor quando lhe pedirem conselhos. Porque não lhes interessa realmente ajudar-vos. E o problema não é quando esses conselhos da treta e competições parvas vêm de pessoas que já temos sobreaviso na nossa cabeça. É quando parte de alguém que já teve esse mesmo aviso na testa, mas que retirámos por nos parecer que esta mudou nos últimos tempos.

odeio que mintam aos putos

Esta semana estive durante umas horas no stand da minha faculdade na futurália, e para quem ia com expectativas baixas em relação ao pessoal que está no secundário, não podia estar mais errada. Há sempre aquela mania de dizer que as gerações a seguir à nossa "estão perdidas", não se interessam por nada e são mal-educadas. Totalmente errado. Sempre que perguntei se precisavam de ajuda ou estavam interessados em algum curso em particular, foram poucos os que me disseram "não obrigado, estamos só a ver". Praticamente todos quiseram ouvir o que tinha para dizer. Inclusive, houve alguns alunos que tive pena de puder ajudar mais, dar-lhes o meu contacto ou facebook para colocarem as dúvidas que fossem tendo. Perguntaram-me coisas tão distintas como se haveriam de engressar em cursos profissionais em vez de seguir para ciências, uma vez que já tinham uma ideia definida do que queriam fazer e gostavam de começar nessa área já a partir do 10º ano. Só pude falar da minha experiencia e de outras pessoas que conheço, e espero que tenha ajudado alguma coisa. Acho que só ouvindo as partes boas e más de vários lados se consegue fazer uma escolha informada. E acho, sinceramente, que a maior parte dos estudantes que foram lá fizeram isso mesmo, ouvir.

Mas se tivesse que fazer queixinhas e dizer quem se portou mal, foram mesmo os adultos.

what's right or wrong

Ontem saí cedo de casa para ir para a faculdade estudar com uns colegas - o que significou ficar off do mundo - e só soube o que se passou nas instalações da revista Charlie Hebdo quando voltei. Desde aí, existem umas quantas coisas que não me saem da cabeça.

 Ruben L. Oppenheimer

people need to calm down

Toda a gente, pelo menos uma vez na vida, já foi julgada por coisas tão parvas como o sítio onde vive ou a escola onde anda. Where some examples. Se vivem em Almada, "ganda" deserto a margem sul. Se são de Cascais são ricos. Se vivem numa terrinha têm uma mentalidade fechada. Se vêm do Porto só dizem asneiras. Se estudam medicina não têm vida. Se estudam enfermagem é porque não conseguiram entrar em medicina. Se estão em informática são nerds. Se estudam num politécnico é mais fácil. Se estão numa privada, o pai pagou-vos o curso. And so on.

Também eu já fui influenciada pelo que ouvia e eu própria também já disse alguns destes "mitos" como se fossem verdades concretas. Mas percebi que todas estas estas generalizações, para além de estereótipos totalmente rídiculos, ainda eram usados na maior parte das vezes para inferiorizar ou ridicularizar alguém. Por isso, acho que a melhor forma de acabar com estas tretas, é também pararmos de as dizer. Se nos custa ter que ouvir algo sobre nós que se baseia deduções sem conhecimento, também não deve ser muito agradável para o resto das pessoas. Por isso, muita calma nestas coisas, preocupem-se em orgulharem-se do curso em que estão e do lugar onde vivem. E se estão descontentes com isso ou têm inveja dos outros, que mudem. E isto também serve também para mim.

10 points to Gryffindor

Hoje alguém me perguntou que filmes do Harry Potter, uma pessoa que nunca viu nenhum, devia ver. Resisti ao impulso de responder logo "NENHUM, deviam ler os livros primeiro" ou "TODOS, são todos importantes e é a melhor série de filmes de sempre" e disse que a Pedra Filosofal era o clássico mas que para mim o mais interessante foi o Prisioneiro de Azkaban. Ao que a mesma pessoa respondeu que não, era só preciso ver o segundo, o quinto, o sexto e o último para perceber a parte dos Horcruxes, que é o mais importante. 

What? Então e toda a história da amizade entre o Ron, a Hermione e o Harry? E as equipas, Hogwarts, e até Privet Drive? E o exército de Dumbledore e todas as lutas contra quem defendia o "sangue puro" e a soberania sobre os Muggles? E o Snape e o maior plot twist de sempre? I isto é só o que me lembro por alto. Mas não, o que importa é saber como é que o Voldemort ficou imortal e como se acaba de vez com ele. Fora isso não há nada de importante a reter.


(wtf, e quem é que se lembraria de falar disto, do nada, a meio de uma aula algo assim em jeito de pergunta rectórica)