Mostrar mensagens com a etiqueta these days. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta these days. Mostrar todas as mensagens

these days

Bem, à parte de nos últimos tempos terem soado violinos sempre que escrevo alguma coisa, até têm acontecido coisas boas. Primeiro, fui à minha primeira entrevista de sempre de Vans e calças de ganga (vá, e de blazer num dia de 40º por isso dêem-me um desconto) e sinceramente, matem-se se alguma vez tiver que ir de fato e sapatos que magoam. Sim, eu sei que isso vai acontecer. Mas até lá, deixem-me pensar que sou badass. Enquanto esperava, as pessoas que lá trabalham e foram passando por mim desejaram-me boa sorte, e um senhor até me empurrou para as mãos um pastel de nata ao mesmo tempo que dizia "ora bom dia". Claro que, convenientemente, me lembrei de comer o pastel o mais rápido possível porque devia estar quase a ser chamada, o que resultou em estar de boca cheia quando o entrevistador apareceu. Acho que passei no teste de linguagem gestual nesse momento. Passei em orientação no minuto seguinte, quando o mesmo senhor disse para entrar no gabinete à esquerda e eu virei para a direita. Melhor primeira boa impressão de sempre. Sobre a entrevista em si, correu bem. Não estava nervosa, não disse "tipo" nem "bué", e também não bloqueei. Os senhores também foram simpáticos. Foi fixe. 

Depois o meu cão morreu nesse dia e como não soube lidar com isso, fui ter com o meu namorado a Braga, a cidade onde o future me vai viver. Provavelmente não vai, mas não me importava. Coisas fixes em Braga: tudo menos o tempo que demorei no autocarro que apanhei para lá chegar. Foi preciso ir a Braga para ver os sapatos da Chiara Ferragni (emocion) que por acaso não são muito giros ao vivo. Também andei num dos dias à procura da Spirito para descobrir que ela estava na esquina seguinte. Basicamente, andei à procura dos sítios onde estive há dois anos, como o lugar onde foram as serenatas, para constar que já não sei onde fica nada, exceptuando os lugares onde me sentei para almoçar/ jantar. Boa memória selectiva. 

E por fim, quando voltei a Lisboa ajudei um senhor no metro do Oriente e tenho a certeza que foi daquelas experiências "à filme" que não vão voltar a acontecer-me. Este senhor queria ir para o "Rossio" e ao ouvir isso pensei, pelo sotaque, que apenas falasse inglês, por isso comecei a dar-lhe indicações também em inglês. Como já era um senhor de idade e parecia confuso com as linhas do metro, perguntei-lhe se ele não se importava que fosse com ele o resto da viagem de metro até ao Rossio, já que ficava no caminho para onde eu ia. A meio do trajecto o senhor pergunta-me se posso falar em português porque ele sabia a língua e precisava de treinar, já que em Portugal muita gente lhe respondia em inglês. O português do senhor dava 10-0 ao meu inglês. Justificou que falava devagar porque tinha primeiro que traduzir na sua cabeça o que queria dizer de finlandês para português, e pediu-me para lhe responder também mais devagar pois como era a nossa língua nativa, falávamos muito rápido. Já na Alameda perguntou-me o que eu estudava e contou-me que tinha sido médico e tinha 75 anos, mas que depois de se aposentar tinha tirado o curso de pintor profissional porque sempre o quis fazer. Agora pinta quadros e pelo que percebi, também os expõe por aí. Disse-me que queria mudar-se para Portugal pois a Finlândia tinha um acordo com o nosso país que facilitava essa transição. E no fim, já com o metro a parar no Rossio agradeceu-me a minha ajuda e o facto de ter falado português com ele. Fiquei tão nostálgica com o fechar das portas no metro. É provável que não volte a ver este senhor. Mas aqueles 20 min em que conversámos não me vão sair da cabeça. Aos 75 anos andava perdido numa cidade diferente da sua sem mostras de querer parar. E eu aos 20 e poucos já deito a toalha ao chão demasiadas vezes. Não quero dizer que mudou a minha vida, mas fez-me olhar de forma diferente para estes últimos meses. Nunca tinha acontecido vir a conversar com um total estranho mas ainda bem que o fiz. Se fosse há uns tempos atrás teria tido demasiada vergonha para ajudar alguém, mesmo que o quisesse. Mas no final, a recompensa por perder a vergonha e ter ajudado foi bem maior do que estava à espera.

these days

Esta semana tive uma apresentação do projecto. Haviam muitas coisas que poderiam ter corrido mal. Poderíamos ter ensaiado muito mais e ter o projecto mais avançado. Também por isso passei o tempo todo a oscilar entre o pensamento de que deveria ter calma porque "é o meu projecto, é a minha ideia, não há pergunta nenhuma que me possam fazer para a qual fique parada sem saber a resposta", e a sensação de querer desatar a correr dali para fora porque "e se não conseguir, e se me esquecer do que tenho para dizer, e se o projecto não valer nada". Acontece que correu bem, quem assistiu até gostou (sem contar com o professor que andou a semana toda a querer lixar-nos a apresentação) e que o tema interessou alguns que até vieram falar connosco no final a tentar saber mais e a dar sugestões. Nunca me tinha acontecido ter pessoas a virem falar comigo sobre uma ideia que tive. Não é um big deal, mas como tento não ter muitas expectativas sobre estas coisas, é sempre bom quando o resultado é melhor do que eu estava à espera. 

E sim, durante o tempo que antecedeu a apresentação de projecto desejei que algo deste género acontecesse.

these days

Isto anda ao abandono e a verdade é que nem existem grandes razões para isso. Acho que são fases e por agora não me tem apetecido vir aqui. Até tinha algumas coisas para dizer, por exemplo, tenho pensado bastante nestas coisas do querer ganhar dinheiro com profissões menos convencionais, como blogger ou youtuber. Eu não pertenço ao grupo de pessoas que só considera profissões aquelas que passam por ser engenheiro, advogado, médico, professor, e por aí além. Acho que hoje em dia é burrice pensar que trabalhos que não existiam há uns 10 anos atrás, como ser youtuber ou viner (nem sei se esta definição existe) não dão em nada e daqui a uns anos ninguém sabe o que é isso. E acredito que essas profissões ou ocupações vão continuar a existir porque aparecem constantemente novas redes sociais e novas aplicações de produção de conteúdos. E quem está nesse meio e é reconhecido por isso apenas se vai actualizando e comutando para essas novas ferramentas, com a vantagem de levarem uma legião atrás para onde quer que vão, coisa que não têm que construir de novo. Mas isso é se tiverem esse mesmo conjunto de pessoas que os admiram e lhe acham piada por alguma razão, ou que apenas gostam do seu conteúdo. E que é aí que, para mim, começa a falha: acho que não se consegue ser youtuber, blogger, snapchater, viner, etc, apenas se querendo muito e gostando do que se faz. E não há curso nenhum neste mundo em que baste frequentá-lo para se tornar instantaneamente alguém que apeteça aos outros seguir. Da mesma forma que não é principalmente um design bonito que vai fazer alguém seguir um blog. E um vídeo feito para ser viral pode nunca o chegar a ser, enquanto outro que parece ser a coisa mais tosca e simples é partilhado por todo o lado. Não há fórmula mágica que faça alguém ser admirado ou seguido, ou produzir determinado conteúdo popular. E sem seguidores ou reconhecimento não acho que se consiga ter notoriedade suficiente que possa resultar em algum lucro ou oportunidade.
 

O que me faz seguir uma pessoa é sentir que ela não começou por fazer aquilo que admiro ou gosto de ler (ou ver) para ganhar dinheiro com isso. Acho que se uma paixão ou um hobby começa por ser algo imediatamente direcionado para quanto é que se vai tirar dali daqui a uns tempos, está logo à partida errado. Primeiro, porque nem sempre os melhores são os mais conhecidos e os que chegam a mais pessoas. Segundo, porque se está a pensar não naquilo que se gosta realmente, mas no que os outros gostam, de forma a agradar a mais gente. Chamem-se esquisita, mas eu prefiro quem tem a atitude de "olhem é isto que sou, é isto que eu gosto de fazer e não me importo desmesuradamente com o facto de ter muitos seguidores ou muitas partilhas" do que quem, por outro lado, está constantemente a apregoar "produzi este conteúdo a pensar em vocês/ para vocês/ porque vocês parecem gostar mais disto". Não, meu. Para cenas comerciais existem os anúncios de televisão.

these days

Marquei uma viagem e encontrei o lugar onde ficar que, para mim, é o melhor de sempre. Fui à Futurália cheia de medo porque não tenho muito jeito para meter conversa com quem passa e no final acabou por ser o melhor desta semana. Spoilaram-me no metro. Comecei a correr (pouco ou nada, não é caso para grandes entusiasmos - ainda!). Arranjámos um orientador que por sua vez nos arranjou outro co-orientador. Descobri o Casey Neistat e agora só quero ser "ganda boss" a editar vídeos. Deitei-me tarde e dormi pouco. Adormeci todos os dias nos transportes para compensar. Defendi duas cadeiras finais e comecei o projecto final. Tenho a ideia que fiz e aconteceu mais do que isto mas a minha memória de peixinho vermelho não dá para mais. 


Ah, e hoje vou ver um jogo do Benfica com o meu irmão. Eu. Que do Benfica só conheço o treinador. E de futebol em geral, bem, sei o objectivo do jogo (ao menos isso).

these days

- Acabei de ler o Sputnik meu amor (que comecei em Agosto, mas entretanto outros passaram-lhe à frente). Não gostei do livro. Não sei se foi por ainda não estar habituada ao Murakami, ou se devia ter lido com mais atenção, mas não percebi mais de metade das coisas que lá se passaram;
- Dei um rombo na conta ao comprar uma data de maquilhagem que queria há anos. E é fútil, mas ter coisas que queria há tanto tempo fez-me sentir melhor;
- Ouvi a primeira música de Natal e fiquei feliz por gostar outra vez desta época;
- Desesperei com o curso, com o que ia fazer a seguir, enfim. Com tudo. Não podia continuar assim, por isso por agora não vou pensar mais nisso e quando chegar à altura logo me preocupo;
- Foram dias normais e dias maus, mas não são dias que me deixem saudades. Quero dias bons, ou pelo menos dias em que chegue ao final e não fique com a impressão de que não fiz nada de útil. Espero conseguir mudar isso a partir de agora. 




Hoje mostrei ao meu colega a ideia que tinha para um projecto que temos para fazer. Pareceu gostar e ainda sugeriu outras coisas que podiamos integrar na aplicação. Sinceramente, foi importante para mim ter a aprovação dele, porque há muito tempo que queria fazer algo do género, e acho que da maneira como eu gostava que ficasse ainda não existe nada por aí. Quero muito fazer este projecto, mesmo que dê mais trabalho do que fazer sobre um tema sugerido, mesmo que a nota no final não reflita tudo o que fizermos. I will keep you posted.

Podia fazer disto a minha cena

Hoje encontrei um amigo meu a sair do mesmo comboio onde vinha, e quando  fui ter com ele vi que tinha na mão o livro que lhe emprestei. Como executo ideias parvas mais rápidas que as normais - e como também trazia um livro - disse-lhe "ohhh yeeeeah, bora dar um hi5 de livros!". Por isso, se viram hoje duas pessoas a dizerem muito alto "YEEEAHH" enquanto batiam com os respectivos livros um no outro, não é caso para olharem com desconfiança. Fora estas cenas somos pessoas normais.