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Transportes públicos: o detido

Sempre me questionei o que acontecia se ficasse nos transportes quando, numa paragem, se ouve o aviso "estação terminal, solicita-se aos senhores passageiros a saída do comboio". Mas nunca me passou pela cabeça ficar lá para descobrir (até porque o que costuma acontecer, pelo menos no metro no Cais do Sodré, é o mesmo voltar, passados 5 min, no sentido contrário).

Mas aparecentemente, para um grupo de miúdos que parecia ter uns 16 anos, o tempo que é dado para que toda a gente saia do metro não é suficiente, e só quando se ouviu o aviso de fecho de portas é que correram para a a saída. Ora, eles eram três e quiseram sair todos pela mesma, estando já as portas a fechar (com todos os passageiros já fora do metro, até porque foi assim que vi esta cena) o que resultou no último ter ficado lá dentro. Ainda tentou mandar a mochila para trancar a porta, mas depois deixou-se disso, porque tanto ele como os amigos pensaram que o motorista tinha visto a parvoíce deles, e que voltava a abrir as portas. Após um segundo de espectativa, percebi que isso não ia acontecer. O que eu me ri quando o metro começou a andar, com o rapaz lá dentro (primeiro achou piada, mas depois ficou com a maior cara de parvo de sempre) enquanto os amigos se rebolavam a rir também do lado de fora. Provávelmente foi só dar a volta ao terminal e voltou, ainda assim espero que o motorista tenha desligado as luzes das carruagens durante a viagem, só por causa das tosses.

Transportes públicos: sabedoria no autocarro

Ontem, uma senhora que ia no meu autocarro disse uma daquelas pérolas que uma pessoa fica sem saber se devia rir ou chorar.

"Sabe, muita gente se queixa que aqui pagamos água muito mais cara que lá em Vila Franca mas afinal até é bom. Não temos cá doença nenhuma na água porque a água é bem tratada aqui, mas lá para ser mais barata têm que fazer menos tratamentos e olhe, deu no que deu."

(e isto foi só uma das suas "teorias" igualmente pouco próváveis)

Transportes públicos: "parko... pake..." whaaat?

Hoje quando saí do comboio, estava um rapaz a praticar parkour nos muros à volta da estação. À minha frente iam duas senhoras que o viram, e uma delas começa a dizer "ah está a fazer aquele desporto que eles saltam muito por aí, o pako... ai não é este o nome, pakê, pake, ou lá o que é, mas ainda não é este o nome, aí não me consigo lembrar..." e foi assim ainda uns bons metros, cada vez inventando mais nomes (grande imaginação!), mas ao mesmo tempo sem desistir. Nisto já estava com pena da senhora porque estava mesmo naquele desespero de não se lembrar da palavra (mas de em vez de aceitar isso, continuava a insistir), e quando passei por elas sorri e disse "é parkour". A outra senhora, aliviada por poderem passar à frente, ainda agradeceu "é isso, obrigado menina!", enquanto a outra olha para mim com cara de quem "não precisava porque eu estava quaaase a chegar lá".